Basta lembrar a célebre frase de Thomas Alva Edson, criador da primeira lâmpada elétrica e um dos precursores da Revolução Tecnológica do século XX: “O gênio consiste em um por cento de inspiração e noventa e nove por cento de transpiração”. No quesito arte, o que se recomenda aos líderes é o seguinte: que sejam mais ousados; que procurem gerar alternativas de solução aos problemas onde a maioria enxerga somente dificuldades; que se posicionem assertivamente mediante fatos que os impedem de seguir em frente, tendo como motivação a sua própria convicção. Ninguém encara um leão, nem mesmo entra em uma jaula, sem convicção. Como exemplo de pensar em oportunidades, posso citar Nizan Guanaes, um dos maiores empresários da área de comunicação do país, que diz: “Enquanto eles choram, eu vendo lenços”.
Se desejar não ser mais líder siga outra função, mas não esmoreça no comando!
Responsabilidades Gerenciais
A primeira tarefa de um líder é fazer o melhor possível com os recursos de que dispõe, desempenhar bem sua função e atingir os resultados previstos de forma que estes justifiquem os recursos utilizados. Essa tarefa exigirá que os líderes tornem eficazes os seus recursos, em especial os humanos, além de neutralizar quaisquer deficiências que possam ter. É uma conjugação de esforços para conseguir um desempenho sincronizado e atender as melhorias necessárias.
A segunda tarefa específica do líder é conciliar necessidades, recursos e exigências, conforme prazos negociados, de tudo que ele faz e decide.
E há ainda pelo menos cinco ações para tornar mais eficiente o seu trabalho:
- Fixar os objetivos, determinando quais devem ser as metas de cada um deles e o que precisa ser feito para atingi-los, e comunica-los às pessoas.
- Organizar, analisar as atividades, classificar os trabalhos e dividi-los em atividades específicas e selecionar pessoas para os serviços a serem executados.
- Motivar e comunicar, formando uma equipe com as pessoas responsáveis pelas atividades a serem executadas, por meio de uma comunicação clara, e reconhecendo os trabalhos bem realizados.
- Avaliar, estabelecer os padrões de medição de resultados, assegurando uma execução de qualidade.
- Desenvolver pessoas, a qualidade do desenvolvimento dos liderados depende diretamente do estilo de liderar dos líderes. Eles lideram as pessoas ou as desorientam; aproveitam o que elas têm de melhor ou as tornam medíocres; aumentam sua autorrealização ou prejudicam sua autoestima; as treinam para fazerem bem suas tarefas ou as tornam incompetentes.
Se você chegou até aqui é porque está convicto da importância da sua função. Continue!
A Ditadura do Tempo
O problema do tempo aflige todas as pessoas, pois, entre todos os recursos de que o ser humano dispõe, esse é o mais escasso, perecível e rude. Nas empresas, essa realidade não é diferente. Líderes que sabem aproveitar o tempo gastam muito mais dele nas suas comunicações descendentes do que nas ascendentes. Eles desenvolvem uma excelente comunicação com suas equipes. Não falam muito dos seus problemas, mas sabem como fazer as pessoas falarem sobre os problemas delas. Dedicam tempo tentando solucionar as questões operacionais do seu superior, a raciocinar como ele, visando ao sucesso da sua área e da empresa como um todo.
O Nobre Papel de Liderar Pessoas
Líderes trabalham com um recurso específico: o ser humano. Este é singular e exige qualidades especiais de quem for trabalhar com ele. É como se diz: “Você pode comprar o tempo de um homem, mas não poderá́ comprar a sua lealdade, fidelidade e dedicação. Esses predicados você terá que conquistar”.
O ser humano não é trabalhado; ele é desenvolvido. E o sentido desse desenvolvimento determina se ele – como pessoa e como recurso – irá se tornar mais produtivo ou se, em última análise, deixará de produzir. Isso se aplica a todos, inclusive aos líderes. Está mais que provado que é possível aprender certas habilidades para liderar pessoas, como, por exemplo, a de reconhecer, valorizar e desenvolvê-las, de promover integração e trabalho em equipe, etc. Os desafios nesse campo são enormes.
Alguém poderia perguntar: é necessário ser gênio ou, no mínimo, ter talento especial para liderar pessoas? A resposta é: não! Aquilo que um líder faz pode ser analisado sistematicamente, e tudo o mais que ele deve ser capaz de fazer pode ser aprendido.
Qualidades Esperadas dos Líderes
A maioria das empresas que conheço tem escolhido seus líderes considerando três habilidades básicas, interligadas: a técnica, a humana e a estratégica.
Habilidade técnica
Representa o conhecimento específico de um cargo, normalmente associado à área funcional do líder. Por exemplo: Segurança do Trabalho – conhecimento de análise de riscos, elaboração de procedimentos operacionais, legislação trabalhista, etc. Das três habilidades, esta talvez seja a de maior domínio do líder, por ser a mais concreta e por constituir a qualificação exigida de quase todas as pessoas, nesta era de especialização.
Habilidade humana
É a habilidade que o líder deve ter no trato com pessoas. Se ele deve atingir resultados com pessoas, é preciso que estas sejam lideradas, estimuladas e valorizadas e recebam as informações necessárias. A habilidade humana é saber trabalhar com os outros. É a aptidão para se relacionar com superiores, pares e liderados, em um processo contínuo. Faz parte dessa habilidade a compreensão sobre o comportamento dos outros, suas opiniões, valores e crenças.
Habilidade estratégica
Compreende conhecer a empresa como um todo, partindo do reconhecimento da natureza do negócio; da organização formal; das diversas funções e suas inter-relações e as influências econômicas, sociais e políticas de modo geral. Com essas informações, o líder passa a ter condições de agir, promovendo a busca dos resultados compartilhados – seus e da empresa.
Essa divisão de habilidades em três dimensões permite visualizar o campo de atuação de quem gerencia, mas é muito difícil determinar onde uma delas termina e a outra começa. Na natação, os movimentos dos braços, cabeça, pés e respiração estão todos inter-relacionados; no entanto, para melhorar o desempenho, muitas vezes é bom aperfeiçoar separadamente um desses elementos. Da mesma maneira deve ser com a gestão.
Embora as três habilidades descritas sejam importantes em qualquer nível administrativo, elas variam em importância relativa nos diferentes graus de responsabilidade.
Seguindo integralmente essas “dicas” tenho certeza que o sucesso chegará, ou já chegou, até você. Avance!
CARLOS MINA, consultor, escritor e palestrante. MATERIAL EXTRAÍDO DO LIVRO “A FORÇA DO LÍDER” DE MINHA AUTORIA (imprima e divulgue, se desejar, mas não omita a fonte).